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sábado, 5 de julho de 2014

Favourite Films You Never Get Sick of Watching

1. My Girl



2. Elizabethtown



3. 10 Things I Hate About You


4. Dirty Dancing



5. A Walk to Remember




6. The Wedding Date



quinta-feira, 3 de julho de 2014

What makes you happy?

O que me faz feliz?! ...

1. Meus pais - tenho sorte, os melhores pais do mundo são meus. Sim, meu pai é grosso e o primeiro impulso dele é sempre dizer "não" pra tudo. Sim, minha mãe não gosta de confrontos e rouba minhas meias. E quer saber? Tudo bem. Ganho café na cama pelo menos uma vez por semana, tenho um carro na garagem e não paguei um centavo por ele, estudei em escolas e faculdade ótimas, passei por todas as crises de adolescente chata  - talvez ainda esteja em uma dessas fases mesmo com 24 - e nunca nunca nunca deixei de me sentir amada por eles. Só tenho que agradecer, sempre.

2. Minha família - a mais louca, engraçada e divertida que eu poderia querer. Com quem eu sempre posso contar, quem sempre faz os melhores churrascos e Natais. ^^

3. Meu gato - não importa quão nervosa, estressada, sem tempo, triste, SEMPRE tenho tempo de fazer um carinho no Fred e brincar com ele porque ele me faz MUITO feliz e tá sempre por perto.

4. Música - na verdade, letras de música, na verdade achar músicas cujas letras falem comigo de alguma forma e me ajudem a colocar em palavras as coisas que eu sinto. #JohnMayer ♥

5. Ler - Eu gosto de ler de tudo, quando digo tudo isso inclui livros, revistas, mangás, comic books, tirinhas, artigos do trabalho, blogs e apesar de não ter tido tanto tempo quanto eu gostaria eu ainda amo tanto e sempre sempre vou defender a superioridade dos livros aos filmes apesar de...

6. Cinema - Por mim eu ia todo dia pro cinema, eu amo filmes, todos eles, os de ação, os cult, as animações... acho que tenho duas exceções: filmes dublados e filmes de terror, esses eu passo. De resto? Se me chamar pra ir no cinema nunca vai errar. (:

7. Séries - Sex and The City, Dawson's Creek, Everwood, Hellcats, Lost, Prison Break, Off the Map, Jane By Design, The Nine Lives of Chloe King, Camp, Friends With Benefits, Summerland, Beauty and The Beast, New Girl, Chicago Fire, Grey's Anatomy, Hart of Dixie, Glee, Chicago PD, Star-Crossed, The Vampire Diaries, Friends With Better Lives, Awkward, Arrow, Flash, The Originals, The Big Bang Theory, The Walking Dead, Once Upon a Time, Switched at Birth, Orange is the New Black, Rookie Blue, Charmed, Cold Case, Veronica Mars, Felicity, Breaking Bad, Gossip Girl, Gilmore Gilrs, Friends, Xena, Buffy, How I Met Your Mother.

8. Férias - Quer dizer... quem não ama férias?! Acordar a hora que você quiser, se mudar pra casa dos amigos, da família, passar horas vendo TV e não se sentir culpada, atualizar o blog que estava abandonado, virar a noite jogando baralho, conversando, matar saudades, dormir... tantaaa coisa boa!

9. Dar aulas - Tenho sorte de amar meu trabalho e sempre curtir muito muito dar aula. Mesmo quando o grupo é desafiador, mesmo quando é difícil, sempre tem alguma coisa boa, sempre tem reconhecimento de alguma forma.

10. Feriados - Bom além do fato de ter uns dias de folga no meio da rotina louca, eu gosto de datas comemorativas. Em especial o Natal, as músicas, a decoração, tudo lindo e brilhante e minha família em peso na minha casa é uma das melhores coisas do ano. Eu também gosto do St. Patrick's, que eu comemoro sempre que posso, tipo todo ano.

11. Tirar uma soneca durante a tarde - Esses momentos se tornam TÃO raros quando você cresce e "vira adulto" que quando dá pra dormir, nossa, melhoooor soneca ever. :D

12. Viajar - Conhecer lugares novos é incrível, mas eu gosto muito de viajar pros lugares velhos também. Tipo Cafelândia, Buenos Aires.. que eu iria de novo sempre que desse. Haha. Mas ainda quero ir pra Nova York, Disney, Cuba, Israel...

13. Chocolate - Chocólatra assumida, fato.

14. Meu amigos - Os poucos e bons. O tempo vai passando e a minha lista de pessoas que eu acho que posso contar vai diminuindo na mesma proporção que a certeza de que posso de fato contar vai aumentando. Tenho bons amigos e gosto demais deles.

15. Café/Chá - Pra esquentar, pra refrescar, porque é bom, pra jogar conversa fora, pra ter desculpa de comer o cinnamon roll do Starbucks. :D

16. Animações - Sou apaixonada desde quando colecionava as fitas VHS do Pica-Pau, esperava ansiosa pelos desenhos no CRUJ, gravava Pokémon e Sakura Card Captors no Cartoon Network, hoje eu corro pro cinema, coleciono DVDs e sonho em ir pra Disney.

17. Balões - Ainda arranjo coragem de comprar esses no shopping, ou arranjo alguém que compre um pra mim né. ^^

18. Meu aniversário - Eu amo ganhar presentes, quem não ama? E quando eu falo presentes não é necessariamente essas coisas caras e tal. Pode ser um origami, uma carta, um lápis, um "lembrei de você". Mas além dos presentes em si, eu amo a sensação de começo que tenho quando faço aniversário, pra mim é muito mais intenso que o Ano Novo em si. Por isso adoro o fato do meu aniversário estar chegandinho já.

19. Dançar - Válvula de escape perfeita. Sempre e pra sempre. ♥

20. Comer - Olha, eu não acho que sou magra, mas também sei que deveria ser bem mais gorda se fosse contabilizar direitinho as calorias de tudo o que eu como, porque não é pouco viu. Eu adoro comer coisas gostosas, sair pra jantar, almoçar, conhecer restaurantes novos, visitar os velhos e sempre sair de lá rolando depois de comer muuuuito.



domingo, 6 de abril de 2014

That Awkward Moment

Fazia tempo que eu não me mobilizava a ir até o cinema, acho que por falta de tempo e também não tinha nada de maravilhosamente especial no cinema, não que esse filme seja maravilhosamente especial, mas o Zac Efron é. :D

O filme segue a linha clichê numa mistura de comédia, tipo American Pie, e romance como todos os filmes que eu amo. Conclusão: antes de chegar ao cinema eu já sabia o final. E a verdade é que isso nunca me importou, não sou aquela que odeia spoilers, na verdade se eles forem realmente bons até me convencem a ver o filme ou ler o livro. ^^

Eu que amo o Zac desde a finada Summerland, não podia perder esse filme, no qual ele está maravilhoso. Haha. E de quebra ainda tem o Miles Teller, que fez o remake de Footlose e The Spectacular Now, com a nova queridinha de Hollywood, Shailene Woodley. ^^

Bom, acho que depois do depoimento acima todo mundo entendeu que eu adorei e recomendo o filme. Super divertido, mas sei que esquecerei a "história" inteira em menos de um mês. :]

domingo, 23 de fevereiro de 2014

The Hunger Games - Suzanne Collins

Por onde começar?!

Já tinha assistido o filme e achado sensacional e como não sou o tipo de pessoa que se importa com spoilers corri atrás do livro depois de assistir ao segundo filme e continuar incrivelmente impressionada com as ideias por trás dos tais Jogos Vorazes.

Não diria que o livro é infinitamente melhor que o filme, mas preenche muitas lacunas entre um acontecimento e outro e até mesmo dar explicações mais plausíveis para muitas das coisas que acontecem rápido demais durante a adaptação. Rápido demais, acho que é por isso que o filme perde, é rápido demais e você não tem tempo de digerir a maestria da história em si e da história de amor...

Eu estava na dúvida se torcia pelo Peeta ou Gale, depois de terminar de ler o primeiro livro, não me resta dúvida alguma... só espero que minhas apostas estejam certas sobre isso.

Além disso toda a evolução tecnológica é encantadora e assustadora ao mesmo tempo, fico me perguntando se algumas das coisas citadas no livro realmente acontecerão. Fico, também, revoltada que apesar de existir um processo mágico para eliminar cicatrizes super antigas ainda não inventaram nada melhor do que cera para fazer depilação. Hahaha.

Resumindo, leiam! Mesmo que já tenham visto o filme várias vezes, o livro vai abrir horizontes sobre essa história fantástica.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Os melhores presentes são sempre simples prazeres


"as cores da tua colcha refazem-me em emoção
as livrarias os cafés
com que marcamos laços
e círculos de peito aberto
(página marcada de um romance
que recontamos em recôncavo alcance)
simple pleasures, os tons pastéis
daquelas tardes, serenos
como em serenata os gizes
de pastéis matizes usei

um desenho uma leitura
de infância um presente
a foto fecha bem
sem filtro me diz
que não estarei tão ausente"

Diego Fracari

segunda-feira, 29 de abril de 2013

A experiência teatro

Quando eu ia ao teatro e sentava lá julgando a atuação e a iluminação e o cenário e o roteiro e a trilha sonora, me sentindo A crítica, não sabia como era difícil. Então eu tive a oportunidade de entrar para um grupo de teatro, pequeno, mas que logo se tornou grande em mim. Ensaiar, entender, discutir. Minha rotina incluía agora a mágica teatral e foi especial, cada segundo.
Agora digo, se surgir a chance: faça teatro. Posso riscar isso da minha bucket list depois de ter me divertido muito no processo. Mais uma vez minha teoria de que o grupo de pessoas com quem se está faz toda a diferença se tornou verdadeira, porque tive a sorte de encontrar o melhor grupo de pessoas que podia imaginar. Só tenho a agradecer.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Buenos Aires, here I come!

As merecidas férias! Finalmente estou(amos) - eu, a Pri e a Dessa - indo para Argentina. Planos, animação, roteiros, lista de compras... Tudo preparado. E que bom começar o ano bem começado, com novos e bons ares, longe da vida comum e chata do ano todo. Tempo de se reinventar e renovar as promessas. Esse ano decidi inovar não só nas promessas, mas no alvo delas também: agora eu prometo para mim mesma. Lidar com o drama do estar sozinha nunca é fácil, pelo menos para mim, mas 2013 trará mudanças, e a primeira delas é que estar comigo mesma não vai mais ser problema, vai ser solução, vai ser a paz que eu tô precisando, que todos precisam em algum ponto. Essa viagem é só o começo.

A verdade é que estar bem consigo mesmo deveria ser regra. Assim como escutar música em público com fone, dar seta antes de mudar de faixa e levantar do assento preferencial quando preciso. O problema é a comodidade, né? Assim como ninguém respeita essas coisas, também ninguém nunca quer ficar consigo mesmo, porque dá, além de medo, trabalho. Afinal quando ficamos sozinhos descobrimos quem somos de verdade: que aquela banda que você ouvia sempre nem te faz falta agora que ninguém te obriga a ouvir e você vai ter que comprar CDs novos; ou que aquele seriado que não dava tempo de assistir é o seu preferido e você vai ter que baixar todos os episódios atrasados; ou que você está melhor com alguém que te aceita e  realmente te ama do que com alguém que não, mesmo que esse alguém seja você mesmo, e você precisa ficar sozinho. Decidir sozinho, escolher sozinho, comer sozinho, dormir sozinho, sonhar sozinho. E a expectativa é que seja não só bom, mas melhor. Que seja finalmente feliz.

1. Ficar BEM sozinha.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Silêncio e Sakura

Expectativas para a tarde de hoje nas palavras de um inesperado amigo [já querido].

"Pense na sakura; naquelas folhas rosas, sacudindo ao vento calmamente. E um sol, de meio de tarde, batendo em seu rosto. O dia está tranquilo, não há carros na rua. Não há pessoas andando ou conversando. Só você e a sakura. E eu narrando. O chão está cheio de pétalas. A Carol interior fica feliz com as pétalas; faz um anjo nelas, com os braços. E tudo parece silêncio. Silêncio e sakura. Pronto. Lentamente você dorme, com o sol ainda no seu rosto e tudo está na mais perfeita harmonia.

Não sabia que sakuras tinham poderes que relaxavam."

sexta-feira, 31 de julho de 2009

As Insignificâncias da Vida

A vida é cheia de coisas que significam muito menos do que todo o mundo concebe.

Uma ligação não significa retorno. Retorno não significa amizade. Amizade não significa incondicionalidade. Um beijo não significa amor. Amor não significa eternidade. Amar não significa ser amado. Namorar não garante casamento. Casamento não previne um divórcio. Esquecer não significa deixar de se importar.


A vida é cheia de coisas insignificantes.

Se importar é insignificante se você não demonstra. Amar é insignificante se você prefere brigar. Os melhores momentos são insignificantes se os piores se sobrepõe.
Será mesmo? Para mim não.


A vida não tem nada de insignificante.

Cada ligação, cada retorno, cada amigo, cada beijo, cada jura de amor, cada momento, cada briga, cada amor. Um amor. Significa vida para mim. Não simples assim, vida e pronto. Mas no que eu tenho investido a minha. No que eu tenho acreditado. Pelo fato de ser romântica e boba, querer continuar assim e ser feliz. Eu quero ser feliz!


"Para encontrar, você deve se deixar levar. Enquanto mantiver ideias preconcebidas, será incapaz de ver o que acontece diante do seu nariz."
- Francesc Miralles, in Amor em Minúscula

domingo, 26 de julho de 2009

Amizade [Textos Antigos]

Você pode passar um ano grudado com alguém e considerá-lo seu melhor amigo. Mas assim que vocês não dependem mais da obrigação para se verem tudo muda e de repente ele não é mais tão presente assim. A maior prova de amizades verdadeiras são aquelas as quais se passa tempos sem se ver, mas quando se fala parece que se viram todos os dias da semana passada. A cumplicidade ainda está lá e você não precisa ficar escolhendo assuntos porque eles fluem naturalmente. Amizade não é viver grudado muito menos contar cada passo e pensamento da sua vida. Amizade é respeito, companheirismo, confiança e segurança. Pelo menos as verdadeiras são.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Bengala da Vida [Textos Antigos]

Amizade, sete simples letras que carregam consigo um universo de sentimentos. Cumplicidade, confiança, intimidade, carinho, respeito, segurança, companherismo. Cada vez mais raro de encontrar, um amigo verdadeiro é um tesouro inigualável, que traz muito mais felicidade do que possuir todo o dinheiro do mundo. Lucros compram muito, porém, sensações raras, como a de confiar sua vida a alguém, são impagáveis.

Parentes insistem em afirmar que em horas difíceis o único porto realmente seguro é a família, mas como não ser atraído pela sedutora ideia de ter um cúmplice? Não alguém que te ama desde o seu nascimento, alguém que você conquistou por ser como é, que te motiva a ser melhor, que confia e é confiado, que ouve e dá conselhos e visa ao seu bem-estar. A segurança de poder falar qualquer coisa para alguém é indescritível.

Deixar de ser individualista e aprender a dar valor a outra pessoa não é uma tarefa simples, na verdade, é um ato notório. O lado bom é que quando se passa a "morar" no coração de alguém você pode cometer alguns erros, assim, aprende que mudanças são boas, principalmente por uma razão tão especial como manter uma amizade.

Amar é grandioso, mas antes de ser amado deve-se ser amigo. Conciliar os dois sentimentos é a única forma de fazer um relacionamento funcionar.

Amizade é o maior sentimento. Intensifica-se com o tempo. Uma vez amigo, sempre amigo e o tempo não parece tão importante quando se sabe que na velhice você terá o braço de um companheiro, que é melhor do que qualquer bengala que o dinheiro pode comprar.

Publicado no meu antigo fotolog.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Como confirmar um horário

Guilherme diz:
então amanha 15h na frente do cursinho

C a r o l diz:
Então, só pra confirmar.. amanhã 15h no cursinho

C a r o l diz:
Okay

Guilherme diz:
não não

Guilherme diz:
essa hora eu não posso

Guilherme diz:
vamos marcar as 15h blza?

C a r o l diz:
Não, eu acho mesmo melhor às 15.

Guilherme diz:
vc se importa de me esperar lá até as 15?

C a r o l diz:
Não, tudo bem.. porque eu acho que eu só consigo chegar umas 15.

Guilherme diz:
Blza, se eu não chegar as 15, no maximo até umas 15 eu to lá!

C a r o l diz:
Okay, mas eu tava vendo.. talvez eu me atrase e só chegue às 15.

Guilherme diz:
eu vou chegar as 15, e te esperar até no maximo 15, se até as 15 vc naum tiver lá nem se preocupa em aparecer, dai vc liga pro Kopel se chegar as 15!!!

C a r o l diz:
Aii tudo isso porque eu queria chegar às 15?? Tá bom, eu chego às 15 se é tão importante pra você!

Guilherme diz:
Dá pra ser as 14:30? xD

C a r o l diz:
Tá falando sério!?!?

Guilherme diz:
não.

Guilherme diz:
as 15 mesmo!

C a r o l diz:
Okay!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Ligação [Pequenas Coisas da Vida]

O telefone tocou. Nem me dei ao trabalho de me mexer, qualquer pessoa com quem eu ia gostar de falar deveria estar dormindo às 10:00 da manhã do mês de férias. Férias? É, eu percebi que estava ficando velha e responsável quando vi que ia ter praticamente só uma semana de férias indo contra a doce lembrança de que constumavam ser quatro.

O telefone insistiu. 'Caramba, por que minha mãe não atende?' Não estava com a menor vontade, mas atendi... Uma voz conhecida encheu meus ouvidos com um tom de ansiedade novidade saudade. 'Por que ela está me ligando?'

Demorei cinco segundos minutos para engrenar a conversa; mesmo fazendo tanto tempo parecia tão natural. Eu costumava passar horas seguidas no telefone com ela, os assuntos iam fluindo como se ainda estivéssemos no colégio mas com aquele ar de "Eu queria saber tudo o que sei agora, agir como ajo agora."

Percebi que nada era como no colégio. Tudo tinha mudado, mas meu apreço por ela de alguma forma tinha se mantido intacto, até renovado depois de entender que brigas de criança não eram necessárias. Mas entendi que nada precisava ser como antes, nós podíamos retomar dali.

Passei a atender ligações matutinas a partir de então.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Metáfora

Terça à tarde. Muito trabalho. Eu sabia que não ia sair da frente do computador tão cedo. Eu costumava adorar dias assim, com muito o que fazer; mesmo tendo um prazo, eu gostava da pressão sobre coisas que eu sabia que conseguiria resolver. Não sei por que a conjugação no passado, eu ainda gosto de me sentir assim.
Eu digitava sem parar aquele dia e o calor era insuportável, então a janela estava escancarada e o ventilador no máximo e mesmo assim eu não conseguia sentir o vento, um ar pesado estava ao meu redor e eu mal conseguia respirar , mas não podia parar o que estava fazendo.
De repente a luz vacilou em um dos pontos da mesa, como se alguém estivesse fazendo sombra no lugar no qual eu estava trabalhando; aconteceu só por um momento, breve, quase imperceptível, mas me assustou e eu olhei para trás e lá estava ela.
Era amarela, estava meio perdida, dançando em volta do ventilador como se estivesse hipnotizada pelo movimento circular, então como num clique, despertou e passou a voar por todo o quarto, querendo fugir, querendo passar pelo mesmo buraco que a levara aquele lugar estranho: a janela escancarada. No entanto, aquele buraco não parecia tão grande assim, não agora que ela estava dentro do quarto estranho sob a vigília daqueles olhos curiosos, encantados, os meus.
Depois de um tempo ela se cansou, pousou na parede colorida e simplesmente desistiu, eu pensei em como ajudar, mas o toque das minhas mãos assustava a frágil borboleta e o meu medo de machucá-la fez com que eu desistisse de ajudar. Quando eu cheguei em casa hoje, ela estava morta.
Quantas pessoas são como essa borboleta? Desistem de si mesmas e fazem com que seja tão difícil ajudá-las que todos acabam deixando para lá. Bom, o que eu decidi é que eu vou fazer mais por essas pessoas do que eu pude fazer pela borboleta.

=*