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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Jokes [Pequenas Coisas da Vida]

We were laughing. That was funny. We were not okay, not fully at least. However, we were laughing.

God, how I love to watch his laugh. Along with every joke about my hair, my breath, my singing, my weight... Those jokes were the most bittersweet thing I had ever tasted. I hated them, he never knew when to stop. I hated when he stopped, I wanted to say anything stupid so that he could carry on and I would know that, for that moment, it was okay.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Ligação [Pequenas Coisas da Vida]

O telefone tocou. Nem me dei ao trabalho de me mexer, qualquer pessoa com quem eu ia gostar de falar deveria estar dormindo às 10:00 da manhã do mês de férias. Férias? É, eu percebi que estava ficando velha e responsável quando vi que ia ter praticamente só uma semana de férias indo contra a doce lembrança de que constumavam ser quatro.

O telefone insistiu. 'Caramba, por que minha mãe não atende?' Não estava com a menor vontade, mas atendi... Uma voz conhecida encheu meus ouvidos com um tom de ansiedade novidade saudade. 'Por que ela está me ligando?'

Demorei cinco segundos minutos para engrenar a conversa; mesmo fazendo tanto tempo parecia tão natural. Eu costumava passar horas seguidas no telefone com ela, os assuntos iam fluindo como se ainda estivéssemos no colégio mas com aquele ar de "Eu queria saber tudo o que sei agora, agir como ajo agora."

Percebi que nada era como no colégio. Tudo tinha mudado, mas meu apreço por ela de alguma forma tinha se mantido intacto, até renovado depois de entender que brigas de criança não eram necessárias. Mas entendi que nada precisava ser como antes, nós podíamos retomar dali.

Passei a atender ligações matutinas a partir de então.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Atraso [Pequenas Coisas da Vida]

Eu estava super atrasada naquele dia, o ônibus tinha demorado demais e eu só conseguia me perguntar: "Por que eu fui voltar pra casa e não direto pro trabalho?"
Eu estava super cansada naquele dia.
Quando eu entrei no quarto, correndo muito para trocar de roupa, eu demorei para perceber, mas ele estava ali, se sorrindo para mim de um jeito prepotente como quem sabe que pode arrancar um sorriso de corações até muito mais apressados que o meu.
Um bilhete. Bilhetinho. Era dele.
"Ah é verdade ele passou por aqui quando eu não estava hoje."
Dizia só:

Bilhete surpresa!
Eu te amo!
=]

Mas quanto sorriso cabia naquele papelzinho, naquelas duas exclamações. De repente parecia tão justificável me atrasar para o trabalho e namorar mais uns minutinhos aquelas palavras simples que foram escritas sem saberem a importância que teriam no meu dia. Me atrasar só um pouquinho para dar todo o meu sorriso para aquele bilhetinho.
Me atrasei.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sudden Silence [Pequenas Coisas da Vida]

I've noticed that, unlike so many people, I like the silence. Not the common silence, because like I am saying it is just too common. I like the sudden silence: a friends gather, beer, talking, shouting and suddenly the silence, people say it's caused by the passage of an angel, maybe it is.
However, it isn't quite that silence that has passionate my heart, though it also puts a smile on my face, the one silence I am talking about it's as when you're walking on the street, minding your own business, when your head is as noisy as everything around. Out of nowhere, totally unexpected: the cars stop passing by and the voices cease and it is silent...
It catches your attention better than if someone had shouted at you, it has been happening to me. Twice this last few days and it makes me so happy. I don't even know why. It just puts peace in my, lattely troubled, mind. It weirdly makes me realize how alive I am, how lucky I am, how well I can do in life.
All that from the sudden silence. That second in life, which makes so easier to understand everything that has already happen to you. All that crazyness you live in is just behind and ahead but not in that silent moment...
I wish I could ask one of these moments to the shooting stars, but if my wish came true it wouldn't be sudden.

.

Eu notei que, diferente de muitas pessoas, eu gosto do silêncio. Não o silêncio comum, porque como eu estou dizendo ele é tão comum. Eu gosto do silêncio repentino: uma reunião de amigos, cerveja, falação, gritaria e de repente o silêncio, as pessoas dizem que é causado pela passagem de um anjo, talvez seja.
No entanto, não é bem esse silêncio que deixou meu coração apaixonado, apesar de também colocar um sorriso em meu rosto, o silêncio do qual eu falo é como quando você está andando na rua, cuidando dos seus próprios problemas, quando sua cabeça estão tão barulhenta quanto tudo em volta. Vindo do nada, totalmente inesperado: os carros param de passar e as vozes cessam e está silencioso...
Chama mais sua atenção do que se alguém tivesse gritado com você, tem acontecido comigo. Duas vezes esse últimos dias e me deixa tão feliz. Eu nem sei por quê. Simplesmente coloca um pouco de paz na minha, ultimamente atulhada, mente. Estranhamente me faz perceber o quão viva eu estou, quanta sorte eu tenho, quão bem eu posso ficar na vida.
Tudo isso por causa do silêncio repentino. Aquele segundo na vida, que faz tudo que já aconteceu com você tão mais fácil de ser entendido. Toda a locura na qual você vive está simplesmente antes e depois, mas não naquele silencioso momento...
Queria pode desejar um momento desses às estrelas cadentes, mas se meu pedido fosse realizado não seria repentino.